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domingo, 1 de julho de 2012

Amor de nobreza


            Havia um príncipe. Lindo. Cabelos negros e olhos verdes, como daquelas águas de mares distantes. Era realmente um príncipe. Possuidor de uma educação divina, romântico, encantador.
            Havia um sapo. Peçonhento. Ríspido. Não tinha aparência de príncipe. Era um sapo normal. Sem muitos encantos, sem muita magia. Era apenas um sapo qualquer.
            Havia uma princesa. Linda. Cabelos castanhos e brilhantes como ouro. Ela era realmente encantadora. Meiga. De um coração nobre. Era realmente digna de ser chamada de princesa.
            Nesse triângulo havia um amor. O príncipe apaixonado pela princesa. A princesa apaixonada pelo sapo. E o sapo não sabia amar a princesa.
            Depois de mais de um ano sem ver a princesa, o príncipe já havia desistido de tê-la. Ainda mais que ela era de um reino distante. E a princesa já estava desistindo do sapo. Sim, ele era um sapo. Jamais a trataria da mesma forma que o príncipe a tratou, era só um sapo. Mas ela não se importava, o aceitava como era não ligava para a sua aparência ou seu modo plebeu de agir. Ela o amava, mas ele a tratava com desdém. Ela seria capaz de dar a vida por ele, mas ele não movia uma palha por ela. Ele parecia não saber que ao seu lado estava uma princesa, parecia não dar valor, não à sua nobreza, mas ao seu amor.
            Pobre princesa! De tanto chorar pelo sapo, pensava em retornar ao príncipe. Ao menos ele a amava. Não era como o sapo, que dizia amar, mas fazia chorar.

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