Havia um príncipe.
Lindo. Cabelos negros e olhos verdes, como daquelas águas de mares distantes. Era
realmente um príncipe. Possuidor de uma educação divina, romântico, encantador.
Havia um
sapo. Peçonhento. Ríspido. Não tinha aparência de príncipe. Era um sapo normal.
Sem muitos encantos, sem muita magia. Era apenas um sapo qualquer.
Havia uma
princesa. Linda. Cabelos castanhos e brilhantes como ouro. Ela era realmente
encantadora. Meiga. De um coração nobre. Era realmente digna de ser chamada de
princesa.
Nesse triângulo
havia um amor. O príncipe apaixonado pela princesa. A princesa apaixonada pelo
sapo. E o sapo não sabia amar a princesa.
Depois de
mais de um ano sem ver a princesa, o príncipe já havia desistido de tê-la. Ainda
mais que ela era de um reino distante. E a princesa já estava desistindo do
sapo. Sim, ele era um sapo. Jamais a trataria da mesma forma que o príncipe a
tratou, era só um sapo. Mas ela não se importava, o aceitava como era não
ligava para a sua aparência ou seu modo plebeu de agir. Ela o amava, mas ele a tratava
com desdém. Ela seria capaz de dar a vida por ele, mas ele não movia uma palha
por ela. Ele parecia não saber que ao seu lado estava uma princesa, parecia não
dar valor, não à sua nobreza, mas ao seu amor.
Pobre
princesa! De tanto chorar pelo sapo, pensava em retornar ao príncipe. Ao menos
ele a amava. Não era como o sapo, que dizia amar, mas fazia chorar.
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