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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não vou aceitar ser feliz só no fim. Quero aproveitar enquanto nada está acabado.
E, pra mim, passar vinte dias tendo de me acostumar com a ideia de que já não era mais meu, foi pior que passar um ano na angústia de saber se seria meu algum dia.

Vinte dias


Chorou por vinte dias. Não imaginava que em seu corpo havia um estoque tão grande de lágrimas. Perdera um grande amor. Era seu primeiro amor, durou tão pouco e já o perderá. Esquecê-lo agora era sua missão mais difícil. Ainda mais que sua convivência com ele era completamente inevitável.
   Por um tempo, ela sentiu raiva daquele que o abandonara, pois ele, em suas conversas, parecia alimentar algum tipo de esperança dentro daquele coração já estraçalhado. E, naquela mente ainda imatura, isso era um gesto covarde. Se a largara, que a deixasse em paz. O que ganharia cativando mais dor na alma daquela criança desiludida?
   Vinte dias… Vinte dias inteiros regados à lágrimas. E ela o olhava com um olhar que misturava emoções incríveis. Sentia ainda, dentro do seu peito, um amor enorme. Uma grande vontade de tomá-lo em seus braços. Mas também uma vontade de vê-lo morto. Por quê? Por que a abandonara? Justo ele que lutou tanto por aquele amor. Será que ela o decepcionara? Será que ela não era aquilo que ele imaginou? Mas se a amasse, ele a aceitaria como fosse. Então não amava? Mil perguntas destruíam sua mente.
Mas agora não. Vinte dias se passaram e agora eles estavam juntos de novo. Ele quis de novo. Talvez tenha se arrependido de tê-la deixado. Se quis voltar, se depois de vinte dias ele ainda quis voltar, é porque ela fez falta. Dentro do coração dela não cabia mais felicidade. Tinha de volta seu amor, seu grande amor. Mas mesmo assim ela ainda estava confusa. Se ele largou uma vez, o que lhe daria garantia de que não a largaria novamente? O que lhe provaria que dali a algum tempo ela não estaria de novo nos prantos do desamor? Nada. Nada nesse momento era capaz de lhe provar isso. Mas ela, com aquele jeitinho de amar único e especial que possuía não deu muita bola pra isso. Preferiu amá-lo. Amar. Só amar.
Você não nasce sabendo perdoar.O


 amor te ensina a fazer isso.

Você me pediu um tempo. Um tempo pra pensar, um tempo pra organizar seus pensamentos, um tempo pra não fugir. Eu vou lhe dar esse tempo. Eu estou lhe dando esse tempo. Não sei como você enxerga isso tudo, qual seu ponto de vista nesta situação. Eu já disse: por mim está tudo bem. Do melhor jeito possível.
Deixa eu te pedir uma coisa agora: não foge, não. Não some de mim, não. Não precisa ser sim. Não precisa acabar assim. Você me diz que pra você vai ser difícil e eu entendo. Mas você acha que está sendo fácil pra mim? Você acha que eu estou mostrando um sorriso que vai de uma orelha à outra com toda essa loucura que está nos cercado agora? Cara, não importa se o erro foi seu ou não. Importa que eu estou aqui, dando todo o meu perdão pra você. Então não foge, não suma, não vá embora. Eu estou aqui. Bem aqui, na sua frente.
Para um pouco, pensa. Olha bem aqui, dentro dos meus olhos e me responda se não vai ser muito melhor se a gente resgatar o que ficou de bom.
Sinto muito, mas você me cativou e “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Aproveita esse tempo e pense em nós. Você quer que valha a pena, mas faça valer a pena, porque eu já estou fazendo.