Comecei a tentar explicar as emoções mais inexplicáveis. Comecei a tentar decifrar sentimentos que talvez nenhum poeta tentasse explicar assim. Eu sabia que não iria chegar a nenhuma conclusão concreta, mas tentei.
Vou confessar, por mais que nada disso ecoe em seu coração, eu vou dizer: me inspirei em você.
Eu tentei explicar o amor. Não ria seu bobo! Eu sei que parece loucura, mas ao menos eu tentei. Não cheguei mesmo a uma resposta final, mas isso me fez enxergar coisas tão pacíficas. Essa busca toda me serviu de aprendizagem.
Sabe, reparei em você um coração ermo de sentimentos. A não ser que algo impeça você de revelar tudo o que acontece em seu interior. Essa multiplicidade de sentimentos que vem nos atacando, às vezes, interfere mesmo no nosso modo de agir.
Mas chega de falatório sobre você, vamos voltar ao amor. Descobri que ninguém consegue decifrar o amor porque ninguém ama igual. O amor é diferente de cada pessoa. Então, não há como eu falar de um amor que não seja o meu. No muito, o nosso. Vamos lá, vou tentar explicar.
Você já sentiu aquela necessidade de ter a pessoa ao teu lado? Que já não se imagina sem precisar do outro? E com isso você já perde a tradução da palavra saudade, porque a saudade já não se explica mais.
Amor... amor é se sentir sem coração se o vê com outra. Ciúme. Tá no pacote do amor. Se não é a pessoa amada para dar um grande motivo, uma grande razão pra viver, não é mais ninguém.
Amor é mais que querer estar perto. É querer estar junto. Amor é sair correndo com uma faca na mão, mas não dar o golpe, dar um beijo. O amor não cobra, não compara, o amor espera. Sim, é verdade, o amor espera. Mas espera o quê? Espera quem? Não sei! Só espera. Talvez goste de esperar. Talvez espere apenas que ele te diga algo. Mas o quê? Sonhe, talvez. Amo-te, quem sabe.
O amor não deixa preso, mas liberta. Às vezes, dói um pouco, né? Dói ver ele indo embora com uma que não seja eu. Mas o amor diz: "Vá sem medo e não se preocupe comigo. Eu vou encontrar alguém como você. Só não me esqueça de mim, eu peço."
Mas esse amor peralta, sempre nos pregando peças. Você sabe, né, como são essas coisas? Esses dias eu não queria ver você, fingia não me importar. Mas era só uma tentativa de fugir do amor. Tentativa essa que não deu certo.
Me apaixonei, entende? Me apaixonei pelo amor, me apaixonei por você. Me apaixonei pelas suas qualidades, pelos seus defeitos, pela sua presença - pois se te vejo de um lado, me oriento do outro.
Pode até não parecer, mas não é tão fácil pra mim falar de amor. Às vezes, penso que seria melhor guardar os sentimentos pra mim do que compartilhar com o mundo. Mas vejo nisso um certo egoísmo. Ou não.Talvez egoísmo seja querer você só pra mim. Ou talvez nem egoísmo isso seja, talvez seja tolice.
Só há uma chance para que possamos amar de verdade. E quando jogamos essa chance ao vento, arrepender-se não adianta mais. O melhor amor que tem é aquele que começamos do zero, creio que viver um amor cheio de planos não vá muito adiante, as coisas não acontecem como planejamos.
Talvez explicar o amor, explicar tudo o que se passa, todos os sentimentos seja mesmo uma loucura. Mas algumas loucuras valem a pena. Queria poder te explicar tudo com mais precisão, mas não posso, não consigo. E também, quem seria eu para poder entender com precisão o sentimento mais perfeito do mundo?
Pode ser essa mesma a palavra certa para explicar o amor, perfeito. Com todos os seus defeitos e qualidades, o amor é perfeito. E o perfeito não se explica, apenas se vive.
Acho que terminei. Esse papo todo de amor me deixou meio cansada, melancólica também. Agora, meu velho amigo, se nada disso adiantou, se mesmo assim você não conseguiu entender muita coisa, dou-lhe um conselho: viva, apenas viva. Um dia você vai encontrar alguém que te faça sentir uma coisa que você não vai conseguir explicar, mas mesmo assim vai entender o que é. O amor.
Se o mundo me dá razões para desistir, eu vou provar que sou capaz de mudar tudo isso, de transformar, de amar, de re-amar.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Diário de Uma Tarde
Oi. Tudo bem? Então, eu sei que o clima entre a gente anda meio pesado nos últimos dias. Sei também que não sou inocente nisso. Mas a gente pode tentar amenizar isso, o que acha? Sei que eu e você temos um imenso afeto um pelo outro. Mas que as brigas fazem parte do nosso dia-a-dia. E não sei qual de nós dois é o mais orgulhoso.
O que você acha de tentarmos recomeçar? No começo era tudo tão melhor. Lembra? A gente ria mais, brincava mais, divertia mais, nos declarávamos mais. Não tínhamos tanto medo (ou vergonha, sei lá!) de olhar um no olho do outro e dizer. "Eu te amo."
Pouco importava as consequências, o que viria depois. O agora era o mais importante. O amor era o mais importante. Lembra? Bom, se você lembra eu já não sei. Você é tão esquecido. Também, não faço muita questão que lembre (um pouco eu faço, sim.). Faço questão que tope.
Vem comigo, vamos recomeçar. Vamos reaprender. Eu juro vou com você, eu não vou te abandonar. Prometo. A gente recomeça, a gente tenta fazer melhor, a gente tenta. A gente tenta!
Eu sei que agora a confiança tá meio abalada e que a vontade de desistir está berrando dentro de você. Pode até parecer ironia eu te pedir mais um tempo. Só que nem tudo acontece quando a gente quer e por mais difícil que possa ser esperar, o amor espera. Concorda?
Então, vai topar entrar nessa comigo? Vai deixar eu te pertencer até que os nossos dias se esgotem? Se não quiser, não precisa, tá? Mas vamos tentar, quem sabe!
O que você acha de tentarmos recomeçar? No começo era tudo tão melhor. Lembra? A gente ria mais, brincava mais, divertia mais, nos declarávamos mais. Não tínhamos tanto medo (ou vergonha, sei lá!) de olhar um no olho do outro e dizer. "Eu te amo."
Pouco importava as consequências, o que viria depois. O agora era o mais importante. O amor era o mais importante. Lembra? Bom, se você lembra eu já não sei. Você é tão esquecido. Também, não faço muita questão que lembre (um pouco eu faço, sim.). Faço questão que tope.
Vem comigo, vamos recomeçar. Vamos reaprender. Eu juro vou com você, eu não vou te abandonar. Prometo. A gente recomeça, a gente tenta fazer melhor, a gente tenta. A gente tenta!
Eu sei que agora a confiança tá meio abalada e que a vontade de desistir está berrando dentro de você. Pode até parecer ironia eu te pedir mais um tempo. Só que nem tudo acontece quando a gente quer e por mais difícil que possa ser esperar, o amor espera. Concorda?
Então, vai topar entrar nessa comigo? Vai deixar eu te pertencer até que os nossos dias se esgotem? Se não quiser, não precisa, tá? Mas vamos tentar, quem sabe!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Bastam duas palavras
Tudo se compara a um sonho. Um sonho no qual pretendemos dormir eternamente, repousar no leito tranquilo que alimenta a esperança de ouvir as duas palavras mágicas.
Esse sonho é um estado de síncope no qual os românticos denominam amor. Esse leito tranquilo pode ser qualquer recanto, mas na sua maioria, tende a ser o quarto da pessoa que passa por essa estadia amorosa.
Não se trata de donzelas e príncipes. Falamos de adolescentes que, nessa fase, começam a sentir algo que jamais, durante toda a vida, puderam imaginar que desenvolveriam um sentimento tão avassalador.
O que querem? O que buscam? O de sempre, ouvir duas palavras. Querem ouvir do coração, sentir a sintonia na troca de suspiros. Lembrar para o resto da vida daquele momento que bambeou as pernas e perdeu os sentidos.
São noites em claro. Mensagens, ligações, conversas em redes sociais... Tudo para alimentar aquele sentimento que, tanto corroi o coração como o reconstroi logo em seguida. Inexplicável. Logo percebem que se aproxima o dia de ouvir "aquelas" duas palavras. Entretanto, enquanto isso não chega, haja inspiração para tudo. Aqueles que se consideram um extra-terrestre no mundo ancião, fazem de tudo para expressar seu amor. É mesmo impossível contê-lo.
Músicas, poemas, poesias etc. Não sai do cérebro, foge do coração para o papel. Os adolescentes são esplêndidos ao se expressarem. Choram como ninguém, amam como ninguém.
Depois de tanto enfrentar repressões dos pais, pensar em inúmeras maneiras de viverem o seu amor, apenas deixam o tempo cuidar de tudo. Ah, o tempo... ele que cativou tudo isso em seu coração, fez com que o dia chegasse. Ele olha nos seus olhos e deixa fluir as duas palavras: "Amo você".
Esse sonho é um estado de síncope no qual os românticos denominam amor. Esse leito tranquilo pode ser qualquer recanto, mas na sua maioria, tende a ser o quarto da pessoa que passa por essa estadia amorosa.
Não se trata de donzelas e príncipes. Falamos de adolescentes que, nessa fase, começam a sentir algo que jamais, durante toda a vida, puderam imaginar que desenvolveriam um sentimento tão avassalador.
O que querem? O que buscam? O de sempre, ouvir duas palavras. Querem ouvir do coração, sentir a sintonia na troca de suspiros. Lembrar para o resto da vida daquele momento que bambeou as pernas e perdeu os sentidos.
São noites em claro. Mensagens, ligações, conversas em redes sociais... Tudo para alimentar aquele sentimento que, tanto corroi o coração como o reconstroi logo em seguida. Inexplicável. Logo percebem que se aproxima o dia de ouvir "aquelas" duas palavras. Entretanto, enquanto isso não chega, haja inspiração para tudo. Aqueles que se consideram um extra-terrestre no mundo ancião, fazem de tudo para expressar seu amor. É mesmo impossível contê-lo.
Músicas, poemas, poesias etc. Não sai do cérebro, foge do coração para o papel. Os adolescentes são esplêndidos ao se expressarem. Choram como ninguém, amam como ninguém.
Depois de tanto enfrentar repressões dos pais, pensar em inúmeras maneiras de viverem o seu amor, apenas deixam o tempo cuidar de tudo. Ah, o tempo... ele que cativou tudo isso em seu coração, fez com que o dia chegasse. Ele olha nos seus olhos e deixa fluir as duas palavras: "Amo você".
sexta-feira, 17 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Uma Flor que me mostrou o Amor
Há poucos dias, sentada num banco de praça, sem nada a cumprir, eu apenas admirava o movimento ao meu redor. Observando tudo que se passava ao meu lado, me deparei com uma flor, sua beleza era imensa. Não era uma simples flor, sua beleza fazia com que se destacasse de suas demais companheiras de canteiro. Quanto a sua espécie, eu não sei qual era, nunca antes havia me deparado com tamanha riqueza de cores nítidas e um toque de suavidade, que parecia nos dar a sensação de conforto, numa mesma obra da natureza.
As pessoas que ali passavam apressadas, mal notavam se havia algo na praça, muito menos percebiam que a flor mais esbelta estava lá, rogando por um momento em que as pessoas fossem admirá-la.
De repente, voltando minha mente somente para a lindeza da flor, me bateu um desejo ímpeto de que a plantinha passasse os seus dias restantes na minha companhia. Quem sabe num lindo vaso d'água? Ou até mesmo eu pudesse replantá-la em meu jardim! Talvez estivesse partindo de mim um egoísmo. Fazer com que somente meus olhos pudessem contemplar aquela maravilha.
Olhei no relógio, estava já atrasada para uma reunião de trabalho. Resolvi deixar a flor em seu devido lugar. Mais tardar, já em casa, a lembrança da flor era vaga, já não se tornara mais algo estupendo. Fui me recolher para preparar-me novamente para mais um dia de trabalho.
Na manhã, ao sentar-se para o café, lembrei que na noite que se passara, havia sonhado com a flor. No sonho eu a levava para a casa. Quanto ao restante do sonho eu não me lembrava, algo ofuscava minha memória. Passei a manhã toda tentando me lembrar do sonho, mal conseguia permanecer atenta ao trabalho.
Assim que saí para o horário de almoço, decidi retornar à praça e, como no sonho, colher aquela flor. E assim foi feito.
Percorria o caminho de casa para lá cuidar da flor. De longe avistei um rapaz esbelto, galante. Eu nunca o tinha visto, mas a sensação que me tomava é que eu o conhecia desde meu primeiro instante neste mundo. Ao se aproximar de mim, percebo que seus olhos estão fixos na flor, parecia devorá-la com os olhos. Quando mais próximo, me parou e deixou transparecer todo seu entusiasmo pela flor. Conversas foram surgindo e, muito intimidado, me pediu para ficar com a flor. Nesse momento houve uma troca de olhares esplêndida das duas partes. Sem dizer uma só palavra - e sem desviar o olhar - eu lhe entreguei a flor e como um agradecimento ele me deu um beijo. Melhor não poderia ser, tinha sabor de paixão. Parecia um sonho, uma cópia de meu sonho. Magnífico. E então...
As pessoas que ali passavam apressadas, mal notavam se havia algo na praça, muito menos percebiam que a flor mais esbelta estava lá, rogando por um momento em que as pessoas fossem admirá-la.
De repente, voltando minha mente somente para a lindeza da flor, me bateu um desejo ímpeto de que a plantinha passasse os seus dias restantes na minha companhia. Quem sabe num lindo vaso d'água? Ou até mesmo eu pudesse replantá-la em meu jardim! Talvez estivesse partindo de mim um egoísmo. Fazer com que somente meus olhos pudessem contemplar aquela maravilha.
Olhei no relógio, estava já atrasada para uma reunião de trabalho. Resolvi deixar a flor em seu devido lugar. Mais tardar, já em casa, a lembrança da flor era vaga, já não se tornara mais algo estupendo. Fui me recolher para preparar-me novamente para mais um dia de trabalho.
Na manhã, ao sentar-se para o café, lembrei que na noite que se passara, havia sonhado com a flor. No sonho eu a levava para a casa. Quanto ao restante do sonho eu não me lembrava, algo ofuscava minha memória. Passei a manhã toda tentando me lembrar do sonho, mal conseguia permanecer atenta ao trabalho.
Assim que saí para o horário de almoço, decidi retornar à praça e, como no sonho, colher aquela flor. E assim foi feito.
Percorria o caminho de casa para lá cuidar da flor. De longe avistei um rapaz esbelto, galante. Eu nunca o tinha visto, mas a sensação que me tomava é que eu o conhecia desde meu primeiro instante neste mundo. Ao se aproximar de mim, percebo que seus olhos estão fixos na flor, parecia devorá-la com os olhos. Quando mais próximo, me parou e deixou transparecer todo seu entusiasmo pela flor. Conversas foram surgindo e, muito intimidado, me pediu para ficar com a flor. Nesse momento houve uma troca de olhares esplêndida das duas partes. Sem dizer uma só palavra - e sem desviar o olhar - eu lhe entreguei a flor e como um agradecimento ele me deu um beijo. Melhor não poderia ser, tinha sabor de paixão. Parecia um sonho, uma cópia de meu sonho. Magnífico. E então...
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